segunda-feira, 11 de março de 2013

São José Patrono da Igreja'



São Mateus afirma em seu Evangelho que São José “era um varão justo”. Isto, na linguagem bíblica, significa um varão adornado de todas as virtudes. Por outro lado, tanto São Mateus quanto São Lucas afirmam que São José é descendente do rei David, o que revela sua dignidade mesmo do ponto de vista natural.
São José exerceu o ofício de pai dentro da Sagrada Família. A ele coube dar nome ao seu filho legal, como lhe foi dito pelo anjo. A ele coube também zelar pela segurança de Jesus-Menino e de sua Mãe. E, em todo momento, Jesus obedece a São José como a verdadeiro pai (Lc 2, 51).
No Evangelho consta que São José era carpinteiro: “Não é este o filho do carpinteiro?” (Mt 13, 55). Mas a expressão é mais genérica, pois diz filius fabri, quer dizer, filho de artesão. A tradição traduziu o artesanato por carpinteiro, mas sem excluir o fato, sem dúvida certo, de que São José, em muitas ocasiões, prestou outros serviços comuns de um trabalhador manual, para ganhar o sustento diário de sua família.

Patrono da Igreja, modelo das famílias cristãs
Na Encíclica Quamquam pluries, Leão XIII expõe de maneira densa e profunda a doutrina sobre São José, desde os fundamentos de sua excelsa dignidade e glória até a razão própria e singular de ser proclamado patrono de toda a Igreja, bem como modelo e advogado de todas as famílias e lares cristãos.
Bento XV, ao cumprir-se meio século da proclamação de São José como patrono da Igreja universal, em seu motu proprio Bonum sane, recordando a necessidade e eficácia da devoção ao santo Patriarca, propõe suas virtudes de modo especial às famílias pobres e aos trabalhadores humildes, tão descristianizados em nossa época neopagã.
São José, Padroeiro da boa morte



Por fim, é crença comum que o santo Patriarca dormiu no Senhor antes de Cristo começar seu ministério público, com toda certeza antes das bodas de Caná, e, por conseguinte, antes da Paixão do Senhor. E diversos teólogos, entre eles São Francisco de Sales e Santo Afonso Maria de Ligório, afirmam que ele morreu de amor de Deus.
Sendo impossível nos limites de um artigo abarcar toda a rica teologia de São José, terminemos com São Bernardino de Siena: “Piedosamente se há de crer que, em sua morte, teve presentes a Jesus e a Maria Santíssima. Quantas exortações, consolos, promessas, iluminações, inflamações e revelações dos bens eternos receberia em seu trânsito da parte de sua santíssima Esposa e do dulcíssimo Filho de Deus, Jesus”.(7)



Fonte:Catoliscimo Revista de Cultura ees Atualidad

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